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Cerca de 900 mil beneficiários do Bolsa Família e do BPC são bloqueados em apostas online após decisão do STF

A entrada em vigor do bloqueio ao uso de recursos do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em plataformas de apostas online já apresenta impactos expressivos. Segundo dados do Ministério da Fazenda, cerca de 900 mil beneficiários desses programas sociais tiveram tentativas de acesso às chamadas bets impedidas nos primeiros dias da medida, iniciada em 1º de dezembro.

O bloqueio decorre de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida em novembro de 2024, e regulamentada posteriormente pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda. A norma proíbe expressamente que recursos provenientes de programas assistenciais federais sejam utilizados em apostas online.

Como funciona o bloqueio nas plataformas de apostas?

Pelas regras atualmente em vigor, as operadoras de apostas são obrigadas a consultar bases de dados oficiais fornecidas pelo Ministério do Desenvolvimento Social sempre que ocorre:

• cadastro de novo usuário;
• login em conta já existente;
• movimentação financeira, como depósitos ou apostas.

A verificação é feita de forma automática, com base nas informações constantes no CadÚnico, no Bolsa Família e no BPC, que são atualizadas mensalmente pelo governo federal.

De acordo com o Ministério da Fazenda, não há triagem individualizada de CPFs. O sistema simplesmente cruza os dados informados pelas plataformas com o status mais recente enviado pelo Desenvolvimento Social.

Impacto financeiro nas bets preocupa o setor

Levantamentos internos das próprias plataformas indicam que aproximadamente 30% da base de apostadores possui algum tipo de vínculo atual ou recente com programas sociais. Com isso, o bloqueio pode representar uma redução de 8% a 15% na receita das empresas do setor.

O impacto econômico já é considerado relevante, especialmente entre plataformas que operam com grande volume de pequenos apostadores, público que coincide, em parte, com beneficiários de programas de transferência de renda.

Relatos de bloqueios indevidos levantam questionamentos

Desde o início da vigência da medida, as operadoras têm comunicado ao Ministério da Fazenda a ocorrência de bloqueios considerados indevidos. Segundo representantes do setor, o sistema estaria impedindo o acesso inclusive de ex-beneficiários, que já não recebem mais o Bolsa Família ou o BPC.

O problema, segundo as empresas, está no fato de que o bloqueio se baseia exclusivamente no status informado pelas bases governamentais, sem distinguir se o cidadão ainda recebe efetivamente o benefício no mês corrente.

A Fazenda confirmou que o bloqueio segue estritamente os dados recebidos do Ministério do Desenvolvimento Social e que não há filtragem adicional por parte das plataformas.

Posição do Ministério do Desenvolvimento Social

Em nota oficial, o Ministério do Desenvolvimento Social informou que realiza mensalmente a gestão da folha de pagamento dos benefícios e monitora continuamente o cumprimento dos critérios do Bolsa Família e do BPC.

No entanto, o órgão não detalhou a data exata da última atualização da base utilizada no bloqueio e também não confirmou se recebeu comunicações formais sobre falhas ou bloqueios indevidos relatados pelas plataformas de apostas.

Debate envolve proteção social e falhas operacionais

A proibição do uso de recursos assistenciais em apostas online é defendida pelo governo como uma medida de proteção social, voltada a impedir que valores destinados à subsistência básica sejam desviados para jogos de azar.

Por outro lado, especialistas alertam que falhas na atualização cadastral podem gerar restrições indevidas, afetando pessoas que já não são beneficiárias e levantando questionamentos sobre segurança jurídica, transparência e direito ao acesso a serviços privados lícitos.

O tema segue em debate e pode motivar ajustes técnicos nas bases de dados ou até novas regulamentações para corrigir distorções identificadas nos primeiros meses de aplicação da medida.

CadÚnico: o que é, para que serve e por que ele é essencial para acessar benefícios sociais

O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, conhecido como CadÚnico, é a principal base de dados utilizada pelo Estado brasileiro para identificar e caracterizar famílias de baixa renda. Ele é o instrumento que permite ao poder público direcionar políticas sociais, benefícios assistenciais e programas de transferência de renda a quem realmente necessita.

Sem o CadÚnico ativo e atualizado, milhões de brasileiros ficam impedidos de acessar direitos fundamentais garantidos por lei.

O que é o CadÚnico?

O CadÚnico é um registro administrativo nacional, criado pelo Governo Federal, que reúne informações socioeconômicas das famílias em situação de vulnerabilidade social no Brasil.

Por meio dele, o Estado identifica:

  • Quem são as famílias de baixa renda

  • Onde vivem

  • Qual a composição familiar

  • Qual a renda

  • Condições de moradia, trabalho e escolaridade

Essas informações são utilizadas para concessão, manutenção e revisão de benefícios sociais.

Quem pode se inscrever no CadÚnico?

Podem se inscrever no CadÚnico:

  • Famílias com renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo

  • Famílias com renda total de até três salários mínimos, desde que vinculadas a programas sociais

  • Pessoas que vivem sozinhas, desde que em situação de baixa renda

  • População em situação de rua

A inscrição não garante automaticamente a concessão de benefícios, mas é requisito indispensável para a maioria deles.

Para que serve o CadÚnico?

O CadÚnico é utilizado como critério de acesso a diversos programas sociais, entre eles:

  • Bolsa Família

  • Benefício de Prestação Continuada (BPC)

  • Tarifa Social de Energia Elétrica

  • Tarifa Social de Água

  • Auxílio Gás

  • Isenção de taxas em concursos públicos

  • Programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida

  • Prioridade em políticas públicas estaduais e municipais

Além disso, o cadastro permite ao governo realizar cruzamento de dados, identificar irregularidades e aperfeiçoar a distribuição dos recursos públicos.

Como funciona o cadastro?

O cadastro é feito gratuitamente, de forma presencial, geralmente no CRAS, Centro de Referência de Assistência Social, do município.

Um membro da família deve ser indicado como Responsável Familiar, preferencialmente mulher, maior de 16 anos, que prestará as informações de todos os integrantes do núcleo familiar.

Os dados são inseridos no sistema nacional e passam a compor a base oficial do CadÚnico.

Documentos necessários

Para realizar o cadastro ou atualização, normalmente são exigidos:

  • CPF ou título de eleitor do responsável familiar

  • Documento de identificação dos demais membros da família, como CPF, RG ou certidão de nascimento

  • Comprovante de residência, quando disponível

A ausência de algum documento não impede o cadastro, mas pode exigir posterior regularização.

Importância da atualização do CadÚnico

A atualização dos dados é obrigatória e deve ocorrer:

  • A cada dois anos, mesmo sem mudanças

  • Sempre que houver alteração na renda

  • Mudança de endereço

  • Nascimento ou falecimento de membro da família

  • Mudança de escola ou situação de trabalho

Cadastro desatualizado pode resultar em:

  • Bloqueio do benefício

  • Suspensão temporária

  • Cancelamento definitivo

CadÚnico e fiscalização

O governo utiliza o CadÚnico em conjunto com outras bases de dados, como CNIS, Receita Federal e registros trabalhistas, para verificar inconsistências.

Informações falsas ou omissões podem gerar:

  • Cancelamento de benefícios

  • Obrigação de devolução de valores

  • Responsabilização administrativa

Por isso, é fundamental que os dados declarados sejam verdadeiros e atualizados.

CadÚnico e direitos sociais

O CadÚnico é mais do que um cadastro. Ele é um instrumento de cidadania, que viabiliza o acesso a direitos sociais básicos, reduz desigualdades e permite ao Estado cumprir sua função constitucional de proteção às populações vulneráveis.

Manter o cadastro ativo e correto é uma das principais formas de garantir acesso contínuo às políticas públicas sociais no Brasil.

Tarifa Social de Energia Elétrica: idosos e famílias de baixa renda podem pagar menos na conta de luz

A Tarifa Social de Energia Elétrica é um benefício federal que garante descontos na conta de luz para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico. O programa tem como objetivo reduzir o impacto do custo da energia elétrica no orçamento de populações vulneráveis, especialmente idosos, pessoas com deficiência e famílias de baixa renda.

O benefício é regulamentado por lei federal e aplicado automaticamente pelas concessionárias de energia, desde que o cadastro do beneficiário esteja regular e atualizado.

O que é a Tarifa Social de Energia Elétrica?

A Tarifa Social é um desconto concedido na fatura mensal de energia elétrica, calculado de forma progressiva, conforme o consumo mensal de quilowatts-hora (kWh). Quanto menor o consumo, maior é o percentual de desconto aplicado.

O programa não prevê, como regra geral, a gratuidade total da conta de luz, mas pode reduzir significativamente o valor pago mensalmente.

Quem tem direito à Tarifa Social?

Podem ter acesso ao desconto na conta de energia elétrica:

  • Famílias inscritas no CadÚnico, com renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo

  • Idosos beneficiários do BPC

  • Pessoas com deficiência que recebem o BPC

  • Famílias indígenas e quilombolas inscritas no CadÚnico

  • Famílias com renda de até três salários mínimos que tenham membro com doença ou deficiência que exija uso contínuo de equipamentos elétricos

Como funciona o desconto na conta de luz?

O desconto é aplicado conforme o consumo mensal de energia:

  • Até 30 kWh, desconto mais elevado

  • De 31 a 100 kWh, desconto intermediário

  • De 101 a 220 kWh, desconto reduzido

  • Acima de 220 kWh, não há desconto

Para famílias indígenas e quilombolas, os percentuais de desconto são maiores, podendo chegar à isenção da tarifa de energia dentro de determinados limites de consumo, conforme regulamentação específica.

Idosos têm direito automático ao benefício?

Ser idoso, por si só, não garante automaticamente a Tarifa Social. O direito depende da inscrição ativa no CadÚnico e do enquadramento nos critérios de renda.

Idosos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), entretanto, têm direito ao benefício, desde que o cadastro esteja atualizado.

Como solicitar a Tarifa Social

Na maioria dos casos, a concessão é automática, após a atualização do CadÚnico. Caso o desconto não apareça na fatura, o consumidor deve:

  • Procurar o CRAS para atualizar ou corrigir o CadÚnico

  • Entrar em contato com a concessionária de energia elétrica

  • Conferir se o CPF do titular da conta está vinculado ao cadastro

Importância da Tarifa Social para idosos de baixa renda

A Tarifa Social representa um importante instrumento de proteção social, especialmente para idosos que vivem com renda fixa e limitada. A redução no valor da conta de luz contribui para maior segurança financeira, permitindo que recursos sejam direcionados a despesas essenciais como alimentação, saúde e medicamentos.

Atenção a informações falsas sobre gratuidade total

Apesar de discussões legislativas e propostas em tramitação, não existe, até o momento, regra nacional que garanta conta de luz totalmente gratuita até 80 kWh apenas por ser idoso inscrito no CadÚnico. Informações nesse sentido devem ser verificadas com cautela junto a fontes oficiais.

Bolsa Família em 2026: como funciona o programa, quais são as regras e o que já é oficial

O Bolsa Família permanece como o principal programa de transferência de renda do Brasil e seguirá em funcionamento em 2026, conforme previsto na legislação federal atualmente em vigor.

Criado para garantir proteção social mínima a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, o programa passou por reformulações recentes que alteraram sua estrutura, seus valores e o modelo de fiscalização.

Apesar de muitas informações circularem nas redes sociais, é fundamental separar o que já está definitivamente previsto em lei daquilo que ainda depende de atos oficiais do governo, especialmente em relação a valores, regras e calendário de pagamentos.

O que é o Bolsa Família e qual sua base legal

O Bolsa Família, na forma atual, foi instituído pela Lei nº 14.601, de 19 de junho de 2023, que transformou o programa em uma política pública permanente de assistência social no Brasil.

A legislação estabelece que o benefício tem como objetivos principais:
• combater a pobreza e a extrema pobreza;
• garantir renda mínima às famílias vulneráveis;
• promover o acesso à saúde, educação e assistência social;
• reduzir desigualdades sociais e regionais.

Trata-se de um direito assistencial, financiado pelo orçamento da União, e operacionalizado com base no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Como funciona o valor do Bolsa Família atualmente

Diferentemente do que muitos imaginam, o Bolsa Família não consiste em um valor único fixo para todas as famílias. O benefício é formado pela soma de parcelas, calculadas conforme a composição familiar.

Estrutura atual do benefício

Benefício de Renda de Cidadania
Valor pago por integrante da família inscrita no CadÚnico, atualmente fixado em R$ 142 por pessoa.

Benefício Complementar
Pago quando a soma dos valores individuais não atinge o patamar mínimo definido pelo programa, garantindo que famílias elegíveis recebam, em regra, pelo menos R$ 600 mensais.

Benefício Primeira Infância
Valor adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos incompletos.

Benefício Variável Familiar
Valor adicional de R$ 50 para:
• gestantes;
• nutrizes, mães de bebês até 6 meses;
• crianças de 7 a 12 anos;
• adolescentes de 12 a 18 anos incompletos.

Essa composição permite que famílias com crianças pequenas e adolescentes recebam valores superiores ao piso mínimo.Fonte: Lei nº 14.601/2023 e regulamentos do MDS.

Quem tem direito ao Bolsa Família

O acesso ao Bolsa Família depende de critérios objetivos definidos em lei e regulamentos administrativos.

Podem ser incluídas no programa as famílias que:
• estejam inscritas no CadÚnico, com dados atualizados;
• possuam renda familiar per capita dentro do limite legal, atualmente em torno de R$ 218 por pessoa;
• atendam aos critérios de vulnerabilidade social avaliados pelo governo federal.

A seleção é feita de forma automatizada, por meio do cruzamento de dados com outras bases governamentais, como vínculos trabalhistas, benefícios previdenciários e registros fiscais.

O que a família precisa cumprir

O Bolsa Família não é apenas um benefício financeiro. Ele exige o cumprimento de condicionalidades, que funcionam como compromissos sociais assumidos pela família.

Principais exigências

Educação
Manutenção de crianças e adolescentes na escola, com frequência mínima exigida pelo Ministério da Educação.

Saúde
Cumprimento do calendário nacional de vacinação, acompanhamento nutricional de crianças e realização de pré natal pelas gestantes.

Cadastro atualizado
Atualização obrigatória do CadÚnico a cada dois anos ou sempre que houver mudança relevante na renda, endereço ou composição familiar.

O descumprimento reiterado dessas exigências pode gerar advertência, bloqueio temporário, suspensão e, em casos extremos, cancelamento do benefício, sempre mediante procedimento administrativo.

Fiscalização, pente fino e cruzamento de dados

Nos últimos anos, o governo federal ampliou o uso de cruzamento de dados para fiscalizar o Bolsa Família. O objetivo declarado é evitar fraudes e assegurar que o benefício seja pago apenas a quem realmente atende aos critérios legais.

Entre as medidas adotadas estão:
• revisões periódicas do CadÚnico;
• convocações para atualização cadastral;
• cancelamento de benefícios em caso de renda incompatível, óbito não informado ou acúmulo indevido.

Essas revisões, conhecidas popularmente como pente fino, não significam o fim do programa, mas sim um processo de ajuste e controle.

Calendário do Bolsa Família em 2026: o que já se sabe

Até o momento, não existe calendário oficial de pagamentos do Bolsa Família para 2026 publicado pelo governo federal.

O que se pode afirmar com segurança é que:
• o calendário é divulgado anualmente;
• os pagamentos costumam ocorrer de forma escalonada, conforme o final do NIS;
• as datas oficiais são publicadas no Diário Oficial da União, no site do governo federal e nos canais da Caixa Econômica Federal.

Qualquer tabela que circule antecipadamente com datas fechadas para 2026, sem respaldo em ato oficial, não deve ser considerada oficial.

Impactos sociais do Bolsa Família segundo estudos recentes

Pesquisas publicadas nos últimos anos apontam que programas de transferência de renda condicionada, como o Bolsa Família, estão associados a:
• redução da pobreza extrema;
• diminuição da insegurança alimentar;
• queda da mortalidade infantil por causas evitáveis;
• estímulo à economia local em municípios de baixa renda.

Estudos do IPEA e pesquisas internacionais em saúde pública, publicados entre 2023 e 2025, indicam que o impacto positivo é maior quando o programa está articulado com políticas de saúde e educação.

O que esperar do Bolsa Família em 2026

Do ponto de vista jurídico e institucional, é possível afirmar que:
• o Bolsa Família tem previsão legal permanente;
• mudanças estruturais exigem nova lei ou decreto;
• não há, até o momento, norma que extinga ou reduza automaticamente o programa em 2026;
• o calendário oficial ainda será divulgado pelos canais oficiais.

Para os beneficiários, a principal orientação é:
• manter o CadÚnico atualizado;
• cumprir as condicionalidades;
• acompanhar apenas informações divulgadas por órgãos oficiais.


Bolsa Família: entenda de forma simples o que é, como funciona e quem realmente tem direito ao benefício

O Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do Brasil. Ele foi criado para garantir condições mínimas de dignidade às famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza. O objetivo principal é combater a fome, reduzir desigualdades e estimular o acesso à educação e à saúde.

O programa funciona com pagamentos mensais feitos pelo governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, para famílias que atendem aos critérios oficiais.

O que é o Bolsa Família?

O Bolsa Família é um programa social que complementa a renda de famílias de baixa renda. Ele funciona como um apoio financeiro contínuo para assegurar alimentação, acesso à escola e acompanhamento de saúde de crianças, jovens e gestantes.

O valor base é de R$ 600 por família, porém existem adicionais que aumentam esse valor conforme a composição familiar.

Como o Bolsa Família funciona?

O programa utiliza informações do Cadastro Único, o CadÚnico, que reúne dados sociais e econômicos das famílias de baixa renda no Brasil. A partir dessas informações, o governo identifica quem tem direito e calcula os valores que cada família deve receber.

O recebimento é mensal. Os pagamentos seguem um calendário organizado de acordo com o final do Número de Identificação Social, o NIS.

Além disso, as famílias precisam cumprir alguns compromissos chamados condicionalidades, que têm como finalidade melhorar a qualidade de vida de crianças, adolescentes e gestantes.

As condicionalidades são:

• manter crianças e adolescentes na escola
• garantir vacinação atualizada
• acompanhar gestantes no pré-natal
• cumprir avaliação nutricional das crianças

Quem cumpre essas regras continua recebendo o benefício normalmente.

Quais são os valores pagos pelo Bolsa Família?

O Bolsa Família possui pagamentos diferentes de acordo com a situação de cada família. Os principais são:

Benefício de Renda de Cidadania
Pago a todos os membros da família.

Benefício Complementar
Garante que nenhuma família receba menos de R$ 600 por mês.

Benefício Primeira Infância
Paga R$ 150 por criança de até seis anos.

Benefício Variável Familiar
Paga R$ 50 para gestantes, crianças e adolescentes de 7 a 18 anos.

Benefício Variável Familiar Nutriz
Paga R$ 50 por bebê de até seis meses, durante seis parcelas.

Esses valores são acumulados conforme a composição da família.

Quem tem direito ao Bolsa Família?

O critério principal é a renda. Podem entrar no programa as famílias que:

têm renda mensal de até R$ 218 por pessoa

O cálculo deve ser feito assim: somar toda a renda dos moradores e dividir pelo número de pessoas.

Se o resultado for menor que R$ 218, a família se encaixa nos critérios.

Exemplo:
Uma família com renda total de R$ 1.200 e seis pessoas tem renda por pessoa de R$ 200.
Esse grupo tem direito ao Bolsa Família.

Além disso, é obrigatório:

• estar inscrito no CadÚnico
• manter o cadastro sempre atualizado
• cumprir as condicionalidades de educação e saúde

A inscrição não garante entrada imediata no programa. O governo realiza análises e cruzamento de dados para confirmar quem está dentro dos critérios oficiais.

Como se cadastrar para receber o benefício

Para participar do Bolsa Família, a família deve estar registrada no Cadastro Único. O procedimento é feito nos CRAS, os Centros de Referência de Assistência Social, presentes em todos os municípios do país.

No atendimento, é necessário apresentar:

• documento com foto
• CPF
• comprovante de residência
• informações de todos os membros da família

Após o cadastro, os dados passam por avaliação. Se a família for aprovada, começará a receber o benefício conforme o calendário oficial.

Como sacar ou movimentar o Bolsa Família

Os pagamentos são realizados pela Caixa Econômica Federal. O beneficiário pode movimentar o valor pelo aplicativo Caixa Tem, que permite:

• pagar contas
• fazer transferências
• usar o cartão virtual para compras
• sacar sem cartão em lotéricas, terminais e caixas eletrônicos

Também é possível utilizar o cartão físico do Bolsa Família para saques e compras.

Concluido, o Bolsa Família é uma ferramenta essencial de proteção social para milhões de brasileiros. Ele garante alimentação, reduz desigualdades e fortalece a permanência de crianças e jovens na escola. Para receber o benefício, é fundamental manter o CadÚnico atualizado e cumprir todas as condicionalidades.

Se a família se enquadra nos critérios de renda, vale procurar o CRAS mais próximo para verificar a possibilidade de ingressar no programa.

Bolsa Família de dezembro começa a ser pago nesta quarta e milhões recebem antes do Natal, veja as datas oficiais

Os pagamentos do Bolsa Família começam nesta quarta-feira, 10 de dezembro, e seguirão até o dia 23. Como acontece todos os meses, o Número de Identificação Social, o NIS, define a ordem de liberação dos valores. Os primeiros beneficiários serão os que possuem NIS final 1. Os últimos serão os beneficiários com NIS final 0, no dia 23.

O calendário antecipado garante que as famílias consigam sacar o benefício antes do Natal e organizar despesas essenciais no fim do ano.

Valores e benefícios adicionais do programa

O Bolsa Família paga valor mínimo de R$ 600 por família. Além disso, há benefícios complementares para grupos específicos.

Entre os principais adicionais estão:

Benefício Variável Familiar Nutriz
Paga seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses, garantindo alimentação adequada durante o período de amamentação.

Acréscimo de R$ 50
Pago a famílias com gestantes, crianças e adolescentes de 7 a 18 anos.

Acréscimo de R$ 150
Destinado a famílias com crianças de até seis anos.

Esses valores são somados ao benefício principal e variam conforme a composição familiar.

Calendário completo do Bolsa Família em dezembro

Veja as datas oficiais confirmadas pelo governo federal.

Final do NIS Data do pagamento
1 10 de dezembro
2 11 de dezembro
3 12 de dezembro
4 15 de dezembro
5 16 de dezembro
6 17 de dezembro
7 18 de dezembro
8 19 de dezembro
9 22 de dezembro
0 23 de dezembro

Com esse cronograma, todas as famílias com finais de 1 a 9 recebem antes do Natal.

Quem pode receber o Bolsa Família hoje?

Para entrar no programa, a regra principal é ter renda mensal de até R$ 218 por pessoa da família. O cálculo é simples. Basta somar toda a renda da casa e dividir pelo número de moradores.

Se o resultado for menor que R$ 218, a família se enquadra nos critérios.

Exemplo:
Uma casa com sete pessoas e renda total de R$ 1.518, equivalente a um salário mínimo. A renda por pessoa é de R$ 216,85. A família tem direito ao Bolsa Família porque o valor está abaixo do limite legal.

Além da renda, o programa exige:

Crianças e adolescentes na escola.
Acompanhamento pré-natal para gestantes.
Vacinas em dia para todos os integrantes.

Cumprir essas regras é obrigatório para evitar suspensão ou bloqueio do benefício.

Como se cadastrar no programa?

O primeiro passo é entrar no Cadastro Único, o CadÚnico. A inscrição deve ser feita em um CRAS, o Centro de Referência da Assistência Social.

O CadÚnico é obrigatório, porém, não garante a entrada imediata no Bolsa Família. Após o cadastro, os dados passam por análise e cruzamento de informações do governo federal.

Como sacar ou movimentar o Bolsa Família?

Os beneficiários podem usar o aplicativo Caixa Tem para pagar contas, fazer compras, transferir valores ou sacar sem cartão.

Saques podem ser feitos:

Em terminais de autoatendimento da Caixa.
Em casas lotéricas.
Em correspondentes Caixa Aqui.
Nos caixas das agências.

Também é possível pagar no débito usando o cartão virtual do Caixa Tem.